O barulho excessivo é uma das principais fontes de desconforto na vida urbana. Poluição sonora gerada por veículos, construções e máquinas é uma presença constante e, muitas vezes, inevitável na rotina de quem vive nas cidades. No entanto, além do incômodo momentâneo, o barulho excessivo pode gerar consequências graves para a saúde.

Os problemas auditivos são os mais óbvios e frequentes desdobramentos do barulho excessivo. Exposição frequente a ruídos acima de 85 decibéis pode causar perda auditiva. Infelizmente, isso é mais comum do que se imagina: muitos ambientes urbanos apresentam níveis de barulho que ultrapassam essa marca diariamente. E não é preciso ficar exposto a esses níveis por muito tempo para se tornar vítima desses danos. Em alguns casos, basta algum tempo em um ambiente barulhento para que o dano seja causado.

Outras consequências para a saúde vão além dos problemas auditivos. O barulho excessivo interfere na qualidade do sono, aumentando a probabilidade de insônia e reduzindo a qualidade do repouso noturno. Também pode causar ansiedade, estresse e irritação, afetando diretamente o bem-estar emocional e mental das pessoas que convivem com essa poluição sonora constante.

Além disso, estudos apontam uma possível relação entre a exposição ao barulho excessivo e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial. Isso ocorre porque o ruído elevado pode afetar a pressão arterial, alterando os batimentos cardíacos e, em longo prazo, aumentando o risco de infarto e outros problemas cardíacos.

Então, o que podemos fazer para nos proteger dos efeitos do crash bang wallop constante em nossas vidas? A melhor maneira é evitar o barulho excessivo sempre que possível. Mas sabemos que isso nem sempre é viável, especialmente em cidades barulhentas. Então, o uso de protetores auriculares é uma medida importante para reduzir os danos causados pelos ruídos intensos.

As empresas e governos também têm um papel a desempenhar na luta contra a poluição sonora. É preciso investir em soluções que reduzam os níveis de ruído gerados pelo tráfego, pela construção civil e pela indústria, por exemplo. Medidas como limitações de velocidade, acústica de edifícios e controle de ruído em fábricas são exemplos de boas práticas que devem ser incentivadas.

Por fim, é importante que as pessoas reconheçam o perigo do barulho excessivo e façam sua parte para cuidar da própria audição e saúde emocional. Evitar ambientes barulhentos sempre que possível, usar protetores auriculares, procurar ajuda médica caso perceba problemas na audição ou no sono e demandar investimentos em soluções que reduzam a poluição sonora em espaços urbanos são atitudes que todos podemos tomar para proteger nossa saúde.